sexta-feira, 5 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Diário de um amnésico, capítulo... hmm... err... mais recente
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Michel
às
02:14:00
Mestre Shaolin says: post inútil perfeito para o Twitter mas que não cabe lá porque tem mais do que 140 caracteres assim como esta bonita tag que não aceita vírgulas
domingo, 7 de dezembro de 2008
Disque 2 para dar choque
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
(não peçam explicações, não sei o que foi isso, são 3 da manhã)
Postado por
Michel
às
03:32:00
Mestre Shaolin says: nem eu, querido diário secreto, teorias não tão loucas
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Verso reverso
Fiquei aqui imaginando se o slogan clássico da Tostines seria aprovado hoje em dia. Afinal, você tem que associar ao produto apenas características positivas. Vender mais por ser fresquinho é bom, mas o slogan não afirma isso. Aliás, ele está em dúvida se é isso mesmo ou se Tostines é fresquinho porque vende mais. No segundo caso, o biscoito não tem mérito nenhum, só é fresquinho se for vendido rápido. É provável até que os concorrentes fossem tão bons quanto se vendessem mais. Quase um "Olá! Compre Tostines, ele é completamente normal! Não compre outros biscoitos ou eles vão ficar melhores que o nosso!" Certeza que uma campanha dessa não seria aprovada em 2008, não passaria nem do brainstorm. Onde já se viu, colocar perguntas na cabeça dos consumidores?
Isso me lembra dos comentários sobre o último debate Obama vs McCain. Andam dizendo que o primeiro está se comportando e falando de forma muito mais "presidencial". Mas ele não é o candidato da renovação? Ele não deveria propor um curso de ação diferente do que os presidentes têm seguido? Pode ser um erro no meu circuito lógico, mas parece uma situação onde menos (presidencial) é mais.
(Se bem que o pessoal lá de cima tem uma idéia peculiar sobre presidentes. No primeiro debate, McCain perguntou quantas brigadas o oponente enviaria ao Afeganistão. Assim, pedindo um número. E pior, Obama respondeu: duas, que se somariam as tropas que já estão no Iraque. E desde quando um presidente tem que saber isso? Os generais deles servem pra quê?)
Mas me diz o que Tostines tem a ver com Obama. (Quando me veio à cabeça, havia toda uma cadeia de intermediários ligando um ao outro. Agora, só lembro das pontas.)
Postado por
Michel
às
15:44:00
Mestre Shaolin says: nem eu, período giássico, teorias não tão loucas
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Deus e o diabo na tabela periódica
Não quero me gabar nem deixar ninguém com inveja, mas acabo de perceber que tenho uma questão existencial a menos para responder. Eu sei qual é a minha missão na Terra: descobrir qual é a escova de dentes mais abominável já criada pelo homem. Ou isso ou meus ancestrais invadiram muitas tumbas egípcias; de qualquer forma, o destino tem posto em meu caminho escovas cada vez piores. Não importa quanto tempo eu passe olhando, analisando, medindo, tentando lembrar detalhes infames dos modelos anteriores: a nova sempre consegue bater recordes de decepção com algum detalhe inédito.
Tomemos como exemplo minha última aquisição. Ela é simpática, não tem aqueles montes de firulas para massagear a gengiva ou cinco níveis diferentes de cerdas (elas são cortadas em uma ligeira curva e só). O problema mesmo é o corpo da danada, feito de um material translúcido que, vendo na embalagem, você pensa "deve ser flexível e macio" e nem dá muita bola. Eis que o tal material é um polímero maldito, duro como acrílico, que não consigo conceber que tenha sido testado em humanos vivos. É como escovar os dentes com um pedaço indestrutível de pé-de-moleque. Feito com areia em vez de açúcar. Mesmo depois de pensar bastante, consigo listar poucos materiais que seriam mais inadequados à função:
· madeira
· cobre
· queijo
· urina
· soda cáustica
Não satisfeitos em criar um objeto apenas repulsivo, os responsáveis resolveram torná-lo extremamente odioso ao incluir um "limpador de língua": várias saliências feitas do mesmo material. Assim, enquanto você escova os dentes de cima, pode alegremente lixar os de baixo.
Mas tudo bem. Se for mesmo a minha missão, acho que não é das piores. Talvez eu até consiga encontrar um enxaguante bucal sabor cebola para acompanhar.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Banana pra todo mundo
Ontem comi uma maçã. É um evento tão incomum que eu costumo alardear. Antes dessa, comi uma em... 18 de Junho. A data está registrada aqui porque fiz questão de contar pra V. Isso dá uma média de 0,01 maçã por dia — um pouco abaixo da minha meta de uma por dia. (Olha, a mesma meta de atualização do blog! Mas até funcionou malemá por alguns meses, vai... de 2004.)
Só sei que precisei de uma maçã ontem porque o organismo estava clamando. Meu estômago chamou de lado e disse "Olha, vou te dizer na boa, mas leva a sério: maçã. Agora. Aproveita que sou eu quem está pedindo, porque você sabe que sou civilizado e aceito muita coisa sem chiar. Mas se o intestino tiver que subir até aí, te prepara que a coisa vai feder. Não queira ver o intestino irritado!" Ele não falou exatamente com essas palavras, mas bateu uma necessidade visceral de comer maçã. Pois não dizem que os desejos das grávidas são uma artimanha do organismo para conseguir o que está em falta? Como se ele estivesse pedindo os nutrientes necessários para montar o bebê? Quer dizer, me disseram, eu acreditei. Não estou montando bebê nenhum, mas gosto de imaginar que tem uma glândula — pode até ser a pineal, vai saber? — em algum lugar calculando e controlando o que eu preciso comer. Algo como "Acabou o potássio? Peraí que vou deixar esse animal com vontade de comer banana já já!"
Como estou abusando na alimentação há meses, resolvi ficar perambulando pelo mercado para ver se alguma coisa saltava à vista da glandulazinha. Não que haja muitas opções: no último levantamento realizado, concluímos que apenas 4 vegetais não me são nocivos. Maçã, batata... hmm... orégano... e, e... que mais? Ah é: "iogurte com polpa de fruta" foi incluído também, pra fazer volume. A lista poderia ter cinco itens, mas tenho encontrado muita resistência na comunidade científica para classificar o pão como vegetal. (É feito de cereais, ora!) Ainda assim, fiquei lá passeando pra ver se a pineal soava algum alarme.
Infelizmente, nunca saberemos se ela tentou me dizer alguma coisa: acabei distraído pelo Chandelle*.
* Mas sem essa história de sobremesa cremosa: Chandelle conta como iogurte, né? Logo, vegetal.
Postado por
Michel
às
22:51:00
Mestre Shaolin says: período giássico, teorias não tão loucas
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Roots Rock Riot (Skindred, 2007)
Compor músicas mesclando melodias de reggae, bases de metal, andamento punk rock e elementos de hip-hop soa criminoso, certamente. Mas o crime é perfeito.
O problema do primeiro álbum do Skindred é que ele irretocável. Fica claro que os caras penaram até conseguir juntar tantos gêneros musicais em faixas que funcionam tão bem. Depois de um trabalho tão bem feito, o que você faz no álbum seguinte? Como se superar?
Roots Rock Riot me decepcionou no começo por soar muito aquém de Babylon (2002). Tudo parecia muito mais simples — e perigosamente próximo do hardcore. Não restou quase nada do hip-hop e o reggae ficou restrito à performance vocal.
Acabei deixando o álbum de lado, mas creio que ele esteve cozinhando no meu subconsciente e voltou para me assombrar há algumas semanas. E só então as coisas clicaram: depois de fazer algo insuperável, a banda resolveu desfazer tudo e inventar algo novo.
Vez ou outra me pego cantando State of Emergency, todo dia. Não exatamente cantando a letra; perceba que a música já começa com o vocalista e ele não pára um segundo. Não tem pausa para solo, nada. Letra do início ao fim. (Some a isso o sotaque semi-compreensível e a dificuldade para cantar junto assume ares olímpicos. Mas vá lá: ao menos, a melodia é fácil.)
Cause Ah Riot causa vontade automática de pular, deve ser lindo tocar isso num show. Mesmo com o hardcore mostrando sua cara feia. RatRace e Alright também têm seu charme, mas você não vai aproveitar muito do álbum se não tiver gostado dessas duas:
sábado, 6 de setembro de 2008
Rindo de chorar
Evidências anteriores já confirmavam que as pessoas da minha família desenvolvem hábitos estranhos desde cedo. Só nesta semana, descobri que meu sobrinho (agora com 1,5 anos) gosta de café preto e de brincar de descascar cebolas.
Minha irmã disse que ele geralmente só tira uma ou duas camadas de casca e devolve. Nos distraímos conversando e, alguns minutos depois, ouvimos um "Mamã!" angustiado. Lá estavam vários nacos de cebola no chão e o Teteu cheio de lágrimas, entregando a hortaliça esquartejada com uma expressão de "Essa aqui está com defeito, pode ficar pra você". E ainda achou a maior graça, se acabava de rir enquanto minha irmã lavava o rosto dele.
